Criminalidade no Rio não surgiu com eleições, diz presidente do TRE-RJ
August 16,2008
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Roberto Wider, reafirmou nesta quinta-feira (31) não ver necessidade da presença de tropas nacionais durante a campanha eleitoral no Rio e disse que a segurança no estado cabe ao governo.
Para o presidente do TRE, “a questão da criminalidade no Rio, que envolve as milícias e o narcotráfico, não surgiu em função do pleito”.
Questionado sobre a opinião do governador do Rio, Sérgio Cabral, que defende o uso da Força Nacional durante a campanha, Wider discordou. “Nesse caso, o governador deve se dirigir ao presidente e ele mesmo pedir essa força, se acha necessário”, disse.
“O que ficou definido é que a responsabilidade da segurança no estado é atribuição do governo. O que cabe ao TRE é garantir a tranqüilidade nas eleições”, disse Wider, que participou na quarta, em Brasília, de reunião com o ministro Tarso Genro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, e diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.
Uma nova reunião será realizada no dia 11 de agosto para debater a necessidade de reforço na segurança. Por enquanto, apenas será ampliado o efetivo da PF, sobretudo na área de inteligência. Segundo Roberto Wider, o grupo já está atuando e os primeiros resultados serão apresentados na reunião.
A possibilidade do envio da Força Nacional de Segurança e até das Forças Armadas ao Rio ganhou força depois que jornalistas foram ameaçados na Vila Cruzeiro em evento de campanha do candidato Marcelo Crivella (PRB).
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